Guia · Crédito, cartões e dívidas
Como consultar CPF de graça na Receita Federal e nos birôs
Aprenda a consultar a situação cadastral do CPF na Receita Federal, verificar restrições nos birôs e acessar o Registrato sem pagar taxas.
Manter o CPF regularizado e monitorar restrições cadastrais é o primeiro passo para garantir acesso a serviços bancários, cartões de crédito e empregos formais. No Brasil, todo cidadão tem o direito legal de consultar a situação de seu documento e suas anotações de crédito de maneira totalmente gratuita, sem necessidade de intermediários ou pagamentos.
1. Situação cadastral na Receita Federal
A consulta na Receita Federal atesta a regularidade fiscal do documento perante o Fisco nacional, não tendo relação direta com dívidas bancárias1.
Como consultar:
- Acesse a página oficial “Comprovante de Situação Cadastral no CPF” no portal da Receita Federal;
- Digite o número do CPF e a data de nascimento do titular;
- O sistema emite instantaneamente o comprovante eletrônico com autenticidade verificável.
O que significa cada status:
- Regular: O cadastro está completo e não há pendências na entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF);
- Pendente de Regularização: O contribuinte deixou de entregar pelo menos uma declaração de IRPF obrigatória nos últimos cinco anos;
- Suspensa: Há dados cadastrais incorretos ou incompletos (por exemplo, divergência no nome da mãe ou título eleitoral);
- Cancelada ou Nula: Decorrente de duplicidade de inscrições ou constatação de fraude no processo de emissão;
- Titular Falecido: Emitida após a inclusão da certidão de óbito do contribuinte pelos cartórios civis.
Ter o CPF “Pendente de Regularização” impede a abertura de contas bancárias, emissão de passaporte e contratação de empréstimos até a transmissão da declaração pendente1.
2. Consulta gratuita nos birôs de proteção ao crédito
Pela Lei nº 12.414/2011 (Lei do Cadastro Positivo) e pelo Código de Defesa do Consumidor, o acesso do titular às suas próprias informações arquivadas é direito irrevogável e gratuito2:
- Serasa Experian: A consulta de negativações, protestos e Serasa Score pode ser realizada no site oficial ou aplicativo mobile após validação cadastral por biometria ou código SMS;
- Boa Vista (SCPC): Acesso via portal consumidor positivo para verificação de dívidas ativas e score;
- Quod: Gestor de crédito instituído pelos grandes bancos brasileiros, oferece relatório completo de histórico de pagamentos e restrições ativas sem custos;
- SPC Brasil: Consulta disponível por meio do aplicativo SPC Consumidor.
Nenhum desses birôs cobra consulta básica do próprio titular. Desconfie de intermediários que cobram para emitir relatório desses birôs.
3. O relatório mais completo: Registrato do Banco Central
O Registrato é um sistema gratuito mantido pelo Banco Central do Brasil que consolida informações operacionais que os birôs comerciais muitas vezes não mostram3:
- Relatório de Empréstimos e Financiamentos (SCR): Lista todas as operações de crédito contratadas, limites de cheque especial e cartão concedidos, inclusive saldos que foram negociados com prejuízo contábil;
- Relatório de Contas e Relacionamentos (CCS): Mostra todas as contas correntes, contas de pagamento e poupanças ativas ou encerradas em seu CPF;
- Relatório de Chaves Pix: Relação de todas as chaves cadastradas em qualquer instituição do país;
- Câmbio: Histórico de transferências internacionais e compra de moeda estrangeira.
Para acessar o Registrato, basta utilizar sua conta gov.br com nível de confiabilidade Prata ou Ouro3. O acompanhamento periódico desses dados permite identificar precocemente fraudes de clonagem e abertura indevida de contas bancárias em seu nome.
Footnotes
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Receita Federal do Brasil. Instrução Normativa RFB nº 2.172/2024, arts. 27 a 32. Publicado no Diário Oficial da União. ↩ ↩2
-
Lei nº 12.414/2011, art. 5º, inciso I (gratuidade da consulta de dados pelo titular). Texto compilado no Planalto. ↩
-
Banco Central do Brasil. Registrato: Extrato do Registro de Informações do Banco Central. Consultado em 21 out. 2026. ↩ ↩2